Em entrevista coletiva, o Pentágono falou por volta das 17h (horário de Brasília) sobre os últimos acontecimentos no Iraque. O general Stanley Mcchrystal e uma porta-voz do Pentágono, Victoria Clark, relatam aos repórteres um balanço sobre as ações da ofensiva anglo-americana no Golfo.
Clark acusou os soldados iraquianos de usar roupas de civis para se infiltrar entre os jornalistas e nas regiões conhecidas como "zona de paz". Com isso, afirmou, o perigo aumenta para os profissionais que transmitem as informações sobre a guerra.
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Ela atribuiu a "camuflagem" como principal causa do incidente em que britânicos atingiram com um míssel um ônibus de civis, causando a morte de 5 cidadãos sírios, e também disse que essa foi a causa pela qual uma equipe de reportagem foi alvejada por norte-americanos. Um jornalista morreu durante o tiroteio.
Mccrystal elogiou o trabalho das tropas e adiantou que o relativo sucesso nas últimas missões - de avançar sobre as principais cidades ao norte e ao sul de Bagdá - têm sido essencial para os próximos passos da ofensiva.
Ele destacou a estratégia do exército norte-americano e afirmou que as "peças estão começando a se encaixar para a movimentação necessária das tropas da coalizão".
Sobre os últimos vídeos divulgados pelas tevês árabes - em que prisioneiros de guerra da aliança aparecem sendo questionados por iraquianos - o general preferiu apenas dizer que muitos relatos da mídia estão chegando à população com muitos equívocos e é melhor analisar a situação e o que chega pelas tevês novamente para chegar a alguma conclusão definitiva sobre essas imagens.
Os EUA acusam o Iraque de quebrar um dos itens da Convenção de Genebra, em que estão proibidas veiculação de imagens de prisioneiros de guerra. No entanto, os próprios norte-americanos também são acusados de quebrar o mesmo tratado pois veiculou durante a ofensiva no Afeganistão vídeos em que os priosioneiros afegão era levados para celas.