A Petrobrás já tem pronto o cálculo para reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias. Mas, o anúncio depende ainda de aprovação do governo, que deve ocorrer nos próximos dias. De acordo com uma fonte da estatal, o aumento pode ficar acima de 5%, para compensar em parte a defasagem entre o preço doméstico e o valor que o barril do petróleo que beira os US$ 120 no mercado internacional.
Há 31 meses, gasolina e diesel permanecem com preços inalterados. No último aumento, em setembro de 2005, a Petrobrás também apresentou como justificativa para o reajuste a constatação de que o petróleo de referência, que alcançara US$ 64,08 em Nova York, configurava um novo patamar de preço. Os executivos da estatal conseguiram, então, convencer o governo a reajustar em 10% a gasolina e 12% o diesel, depois de dez meses de "congelamento".
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Um aumento de 5% na refinaria acarretaria reajuste entre 2,5% e 3% para o consumidor final, nos postos de combustíveis, na avaliação do presidente do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz. A defasagem não começou agora. Técnicos avaliam como nova faixa de preço internacional do petróleo o intervalo entre US$ 115 e US$ 120 dos últimos 20 dias. Mas, quando chegou a US$ 100, o produto já estava vários degraus acima da faixa de US$ 65 que detonou o último reajuste interno.