O infectologista Tarquino Sanches, coordenador do Centro Epidemiológico do Hospital Anchieta, ressalta que "não existe um padrão típico da pneumonia asiática", durante conferência sobre a doença, para médicos e profissionais da área de saúde, no Hospital Anchieta, em Brasília.
Desde o surgimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em novembro do ano passado, a doença matou cerca de 263 pessoas. Atualmente, atingiu os cinco continentes, e já foi identificada em 26 países, com 4.439 casos.
Dados da Organização Mundial da Saúde destacam os países mais notificados pela SRAG: a China, em primeiro lugar, com 3.947 casos e 219 óbitos ; Cingapura, com 119 casos e 19 óbitos; Canadá, com 140 casos e 15 óbitos; Vietnã, com 63 casos e 5 mortes; Estados Unidos com 37 casos; e Reino Unido com seis casos.
A pneumonia asiática está mais disseminada na China Continental e em Hong Kong.
A Organização Mundial de Saúde recomenda que só as viagens extremamente necessárias devem ser realizadas para as seguintes áreas: Província de Guandong, Hong Kong, Beijing, Província de Shanxi e Toronto, Canadá.
A pneumonia asiática é uma doença que apresenta sintomas parecidos com o da gripe: febre alta, calafrios, tosse seca e dores musculares, dificuldades na respiração.
No Brasil, até o momento foram investigados 18 casos, em nove estados, dos quais somente três atenderam à definição de caso de SRAG. Todos os pacientes já tiveram alta hospitalar, segundo a Fundação Nacional da Saúde (Funasa).
Os casos suspeitos no mundo, segundo a Funasa, ocorrem em maior proporção em adultos (de 24 a 78 anos) previamente sadios.
Os casos secundários estão concentrados em profissionais de saúde e familiares que tiveram contato direto com os pacientes ou com suas secreções corporais.
Para o infectologista Tarquino Sanches, isso explica a causa da maioria dos casos encontrados. Segundo ele, a causa da pneumonia asiática ainda é atípica e não tem relação de gênero e etnia. "Só se sabe que é viral", afirma.