A polícia judicial de Portugal concluiu a investigação sobre o desaparecimento, há quase 14 meses, da menina britânica Madeleine McCann e entregou o relatório final à promotoria.
"O relatório final elaborado pela polícia judicial foi anexado ao processo chamado 'caso Maddie'", informa um comunicado da Procuradoria Geral da República.
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"A promotoria fará uma análise e uma avaliação global do conjunto do processo", que compreende dezenas de volumes, "com o objetivo de determinar se é necessário realizar outras ações ou se reúnem condições suficientes para encerrar a investigação", acrescenta a nota. "O sigilo da instrução está mantido, até meados de agosto", concluiu o texto.
Caso
Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes do aniversário de quatro anos, em um complexo turístico do sul de Portugal onde passava férias com os pais e irmãos.
Investigação
De acordo com as informações, a polícia não teria conseguido provas suficientes para indiciar formalmente nenhuma das três pessoas suspeitas do desaparecimento da criança.
Além dos pais de Maddie, Kate e Gerry McCann, acusados no dia 7 de setembro, outro britânico, Robert Murat, residente em Portugal, foi detido há mais de um ano.
O diretor nacional adjunto da polícia judicial, Pedro Carmo, declarou que os oficiais permancerão à disposição da promotoria até que a "investigação acabe por decisão desta última".
O casal McCann, envolvido pela polícia no caso desde setembro, organizou uma ampla campanha internacional para encontrar a filha afirmando estar convencido de que ela foi seqüestrada. Os investigadores portugueses privilegiaram a tese da morte, acreditando que esta poderia ter sido acidental e com o envolvimento dos pais.