Mundo

Polícia reprime atos contra padres pedófilos em Sidney

31 dez 1969 às 21:33

A Polícia australiana retirou de uma praça nesta sexta-feira (18) ativistas que realizavam um protesto contra os escândalos sexuais na Igreja Católica em frente à catedral de Sidney, onde está hospedado o papa Bento XVI, que participa das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

Sete membros do grupo Broken Rites, que concede apoio a vítimas de abusos do clero católico, afirmaram que foram obrigados pela Polícia a deixar um parque nas imediações da catedral de Santa Maria.


"É vergonhoso que a Igreja faça isto, retirar a gente. Estão impedindo que as pessoas sejam ouvidas", afirmou John Ellis, uma vítima de abuso sexual em Sidney.


Quando os policiais os retiraram, o Papa começava a rezar no início de uma Via Crucis que foi encenada pelas ruas do centro de Sidney, e que partiu da catedral.


Os manifestantes, que exibiam cartazes com os dizeres "Tirem as mãos de nossas crianças" e "Denuncie o abuso", afirmaram que os policiais obrigaram todos a se retirar, já que não tinham permissão para protestar.


Reação


Ellis disse que os peregrinos que estavam no local se mostraram compreensivos, e que inclusive alguns se aproximavam para cumprimentá-los.


"Só uma mulher protestou e nos perguntou 'por que estragam nossa diversão?'", acrescentou.


O Papa disse, durante sua viagem à Austrália, que pediria desculpas pelos casos dos religiosos pedófilos, assim como o fez em abril nos Estados Unidos, mas essa possibilidade foi em seguida colocada em dúvida pelo porta-voz do Vaticano.

As Jornadas Mundiais da Juventude atraíram cerca de 215.000 peregrinos a Sidney.


Continue lendo