As polícias Civil e Militar realizaram nesta segunda, no Rio, a operação "Pressão Máxima", com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, apreender armas e drogas e cumprir mandados de prisão.
Durante os próximos 30 dias, 600 pontos críticos da região metropolitana do Rio serão vistoriados pelos policiais, vinte a cada dia. O prazo poderá ser prorrogado e envolverá 880 homens.
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De acordo com o secretário Anthony Garotinho, esta operação vinha sendo articulada há 90 dias. "O momento é decisivo. O tráfico está acuado", explicou o secretário.
Garotinho disse que o apoio da população é importante no combate ao tráfico e pediu que passe informações por meio do Disque-Denúncia.
O secretário informou que a recomendação é para que a polícia seja dura com os traficantes. "Os traficantes estão atirando na polícia por um motivo muito claro. Se houvesse acerto entre a polícia e os bandidos, eles não estariam atirando. Estão atirando porque nós mudamos os policiais de batalhão e eles não têm mais controle sobre a situação, como tinham no passado", disse Garotinho.
No primeiro dia da operação, um traficante, identificado como Fiel, morreu no morro dos Prazeres, em Santa Teresa, após trocar tiros com a polícia. Segundo informações do Disque-Denúncia, Fiel teria sido responsável pelo ataque a turistas no trenzinho do Corcovado, no início do ano.
Os grupos que integram a operação contam com 15 policiais do Grupamento de Ações Táticas; 10 dos batalhões militares das áreas; um oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope); 13 policiais civis, sendo um delegado coordenador, e quatro agentes federais, que começarão a participar da operação na quinta-feira. Os policiais vão contar com apoio de cinco viaturas da PM, três da Civil e uma da Federal.
Para evitar o vazamento de informações, os grupos ligados à operação serão informados sobre os locais de destino pelos chefes de equipe somente uma hora antes. Os policiais terão que deixar seus celulares em suas unidades, evitando contatos com as comunidades onde será realizada a operação.
Fonte: iG, parceiro do Bonde