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Premier israelense vai deixar o cargo

31 dez 1969 às 21:33

Enfraquecido por um grave escândalo de corrupção, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou nesta quarta-feira (30), que não se candidatará à direção do partido Kadima nas eleições marcadas para meados de setembro.

Esta decisão, anunciada durante um discurso transmitido ao vivo pela televisão, se traduz no fato de que Olmert abandonará o poder nos próximos meses uma vez tenha sido designado seu sucessor à frente Kadima.


Com a renúncia, o presidente Shimon Peres precisará designar um deputado para formar uma maioria parlamentar, que terá um prazo de 28 a 42 dias para compor um governo. Durante este período, Olmert dirigirá um governo de transição, segundo a legislação israelense. "Decidi não me apresentar às primárias do Kadima. Não pretendo influenciar a votação, e aceitarei os resultados", declarou o primeiro-ministro. "Depois da eleição do meu sucessor, renunciarei para permitir a formação rápida de um novo governo", acrescentou, afirmando que se retira do poder para se defender melhor das acusações de corrupção, mesmo se admitiu ter cometido "erros".


Motivos


Este anúncio põe um fim a várias semanas de brigas internas dentro do partido no poder, sobretudo entre Olmert e Livni.


O primeiro-ministro bateu recordes de impopularidade quando foi revelado um grave caso de transferências ilegais de fundos que teria lhe beneficiado diretamente.

A oposição israelense, comandada pelo ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e o líder do partido trabalhista e atual ministro da Defesa Ehud Barak defendiam a renúncia do premier. Eleito para o cargo de primeiro-ministro em março de 2006, Ehud Olmert, 62 anos, é acusado pela justiça de ter recebido ilegalmente U$ 100 mil em dinheiro de um rico empresário americano, Morris Talansky.


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