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Presidente da Gâmbia ameaça 'cortar cabeça' dos gays

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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AFP
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O excêntrico presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, cujas recentes declarações de que encontrou a cura da Aids foram recebidas com descaso, voltou-se agora contra os homossexuais, assegurando que os matará se não deixarem o país.

"Gâmbia é um país de crentes, as práticas pecaminosas e imorais como a homossexualidade não serão toleradas neste país", disse o presidente, em um comício em 15 de maio, relataram jornalistas locais à AFP, nesta quinta-feira (22).

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Jammeh afirmou que vai "cortar a cabeça" de qualquer homossexual apanhado em Gâmbia. A campanha contra o homossexualismo continuou nos veículos de comunicação próximos ao governo, inclusive com um virulento editorial do jornal "Daily Observer".


"Dissemos antes e vamos dizer outra vez. Esse é um país muçulmano e cristão. Tanto o Corão como a Bíblia condenam a homossexualidade, pura e simplesmente", dizia o artigo publicado em 19 de maio.


Repercussão


Hoje, um representante do grupo britânico de defesa dos homossexuais Outrage disse que as declarações do líder gambiano não o surpreendem.


"Jammeh tem um longo histórico homofóbico", comentou o porta-voz Peter Tatchell.


"Se essas ameaças forem levadas adiante, os doadores internacionais retirariam seu apoio, e os turistas deixariam de ir ao país, prejudicando a economia gambiana", acrescentou.

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