A Polícia Nacional da Espanha desmantelou na quarta-feira (3) uma quadrilha que mantinha mulheres brasileiras na prostituição através de ameaças, surras e consumo obrigatório de drogas. Uma blitz resultou na prisão de 25 pessoas, e foram encontradas armas, cocaína e maconha.
A quadrilha era chefiada por dois brasileiros, dois espanhóis e dois colombianos, pegos em um prostíbulo de Navas Del Rey, na região metropolitana de Madri, com 19 prostitutas brasileiras.
Segundo a polícia, as mulheres eram espancadas por não cumprir as regras da quadrilha, vigiadas por seguranças armados e sofriam ameaças constantes, inclusive de que suas famílias no Brasil sofreriam conseqüências, em caso de desobediência.
Quatro das vítimas encontradas na blitz tinham marcas nos corpos provocadas pelas surras, de acordo com a assessoria de imprensa da Unidade contra as Redes de Imigração e Falsidade de Documentos (UCRIF) da polícia.
As mulheres eram controladas 24 horas por dia durante todos os dias da semana. Até para sair do prostíbulo deveriam estar acompanhadas por um leão-de-chácara.
Além de controlar a forma de se vestir, o comportamento nas salas do prostíbulo e horários de trabalho, a quadrilha forçava as mulheres a consumir drogas.
Segundo a polícia, as brasileiras eram obrigadas a utilizar cocaína e maconha nos quartos para estimular os clientes a comprar entorpecentes no próprio prostíbulo.