O primeiro-ministro da Sérvia, Zoran Djindjic, foi assassinado nesta quarta-feira, em frente à sede do governo em Belgrado.
Djindjic, um reformista que desempenhou um papel de destaque na deposição de Slobodan Milosevic da Presidência iugoslava, recebeu dois tiros no peito. A polícia disse que os disparos foram feitos por um franco-atirador.
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Foi Djindjic que tomou a decisão de enviar Milosevic para o tribunal de crimes de guerra de Haia (Holanda) na metade de 2001. O ex-presidente, fora do poder desde outubro de 2000, é julgado atualmente por crimes contra a humanidade e genocídio cometidos durante as guerras que fragmentaram a Iugoslávia.
O presidente em exercício da Sérvia, Natasa Micic, declarou estado de emergência no país após o assassinato do premiê. O governo sérvio propôs a medida, segundo a qual certos direitos civis podem ser restritos e o Exército assume funções policiais.