Ao menos 50 pessoas entre mulheres, travestis e homens profissionais do sexo em Campinas (a 95 quilômetros de São Paulo) se reuniram hoje na Estação Cultura, no Centro, para o debate de abertura da 2ª Semana de Visibilidade do Profissional do Sexo. "Estamos aqui para discutir sobre o direito de trabalhar, o direito à saúde, a creches, e contra discriminação", afirmou a coordenadora da associação, Elaine Maria Esteves.
Realizado pela Associação das Mulheres Guerreiras de Campinas, o evento vai até quarta-feira e tem palestras, debates, peças e oficinas teatrais na programação.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a população brasileira de profissionais do sexo é formada em sua maioria por jovens com idades entre 20 e 29 anos, com poder aquisitivo entre um e quatro salários mínimos e com nível de escolaridade elementar (1º grau incompleto). Não há um levantamento oficial sobre o número de profissionais do sexo em Campinas, mas segundo estimativa da Associação das Mulheres Guerreiras, ao menos 400 pessoas trabalham no ramo.