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Promotores pedem pena de morte para ex-presidente egípcio

BBC Brasil
05 jan 2012 às 14:13

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Promotores no julgamento do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak pediram a pena de morte para o líder deposto do país, por responsabilidade na morte de manifestantes durante os protestos contra o seu governo no início do ano passado.

Expondo seus argumentos nesta quinta-feira no Cairo, o promotor-chefe do caso, Mustafá Khater, sustentou que Mubarak seja considerado culpado de assassinato premeditado e sentenciado à forca.

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"A lei prevê a pena de morte para assassinato premeditado", afirmou o promotor. "O presidente da República é responsável por proteger o povo, e a questão não é simplesmente se ele ordenou a matança dos manifestantes, mas saber por que ele não interferiu para conter a violência".


Khater também que sejam executados os dois filhos do presidente deposto e seu ministro do Interior, Habib el-Adli.


O advogado rebateu o principal ponto da defesa de Mubarak, o de que o ex-líder não sabia dos incidentes: "Como pode o presidente da República não estar ciente de protestos que eclodiram no dia 25 de janeiro em 12 locais em diversas regiões?", questionou.


Mubarak foi deposto no início de fevereiro do ano passado, nas primeiras semanas da chamada Primavera Árabe, depois de ficar mais de 30 anos no poder.

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O julgamento será retomado na próxima segunda-feira.


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