Mundo

Protestos pacifistas multiplicam-se na Europa e na Ásia

29 mar 2003 às 14:20

Milhares de pessoas em vários pontos do mundo manifestaram-se neste sábado contra a ofensiva anglo-americana, formando cordões humanos, cobrindo pontes ou gritando palavras de ordem como "Não à guerra" ou "Bush para Haia" (pedindo o julgamento do presidente americano por crimes de guerra)

Na Alemanha, um dos países que mais ferozmente se opõe à intervenção aliada sem o apoio das Nações Unidas, mais de 100.000 pessoas reuniram-se em manifestações por todo o país.


Na capital francesa, outro país que tem sublinhado a sua oposição a esta guerra, milhares de pessoas manifestam-se na Praça da Concórdia neste sábado.


Em Varsóvia, perto de 2.000 pacifistas, anarquistas, militantes sindicais e de extrema-esquerda protestaram também contra o conflito.


Um protesto original foi feito em Roma, onde 16 pontes foram cobertas de negro neste sábado, em sinal de luto pela guerra no Iraque.


A música marcou presença nas manifestações em Atenas, com cerca de 15.000 pessoas a entoarem cânticos contra a guerra, numa marcha que terminou na embaixada dos Estados Unidos.


Mais para o Oriente, no Iémen, cerca de 300 mulheres manifestaram-se neste sábado no centro de Sanaa contra a guerra e, destas, 50 mostraram-se dispostas a servir de "escudos humanos" em Bagdá, de acordo com os organizadores.


Entretanto, na faixa de Gaza, vários milhares de árabes israelitas juntaram-se na Nazaré, na Galiléia (norte de Israel), para protestar contra o desencadear do conflito.

Na Coreia do Sul, mais de 2.000 pessoas percorreram Seul neste sábado, num protesto contra a guerra no Iraque e a intenção do governo de enviar para a frente de batalha um contingente sul- coreano.


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