Novos atrasos foram registrados nos aeroportos do Brasil no quinto dia da "operação padrão" dos controladores de vôo. Eles reivindicam maior segurança no monitoramento das aeronaves e protestam contra a carga horária excessiva, principalmente, para os controladores militares, maioria no País e que não estão sujeitos a legislação trabalhista.
O Centro de Comunicação da Aeronáutica não confirma que os controladores de vôos estejam seguindo a operação padrão, mas uma série de ajustes em decorrência do aumento de fluxo aéreo (15% anual), questões meteorológicas e desfalque no quadro de controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) da área de Brasília.
De acordo com a Aeronáutica, foram afastados oito controladores logo após o acidente trágico com a aeronave da Gol, no dia 29 de setembro. Outros profissionais estão sendo remanejados para a função. Enquanto o quadro não está completo, há a necessidade de controle rigoroso do fluxo aéreo, aumento do espaçamento e os consequentes atrasos. O Centro de Comunicação ainda nega que a categoria esteja fazendo ''greve branca'', até porque militares são proibidos de fazer este tipo de manifestação.
Afonso Pena
Cinco vôos foram cancelados e sete sofreram atrasos na manhã desta terça-feira no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A Infraero informou que não tem como precisar o motivo dos atrasos e cancelamentos, mas a hipótese mais provável é a neblina.