Uma refeição era arroz e feijão. A cama era o chão embaixo de um plástico. Eles tomavam banho em rios e, quando não estavam amarrados às árvores pelo pescoço, eram forçados em longas marchas para novos esconderijos.
Os reféns libertados das Farc disseram nesta quinta-feira (3), que sua existência como cativos piorou nos meses recentes com a aproximação das tropas e o acesso cada vez menor a suprimentos.
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"No ano passado, era mais difícil conseguir comida. Havia pouca variedade, não havia frutas nem vegetais", disse Ingrid Betancourt.
Os reféns acordavam às 5h30, disse o soldado resgatado William Perez. Eles tinham café e sucrilhos para o café da manhã, ouviam rádio e se exercitavam por uma hora.
O almoço era arroz, macarrão e lentilhas. Uma vez por mês, eles comiam carnes ou vegetais. Eles iam dormir por volta das 6 horas. "Nada mais", disse Perez, que passou uma década preso. "A única coisa era o rádio. Eles nos davam pilhas."
Os reféns fizeram referências à crueldade de seus seqüestradores, mas deram poucos detalhes. "Não era o tratamento que se dê a seres, nem digo a seres humanos", disse Ingrid Betancourt. "Eu não daria esse tratamento a um animal, talvez nem mesmo a uma planta. Havia apenas crueldade arbitrária."
No entanto, um grande desafio muitas vezes era apenas o tédio, disse Perez, que era interrompido apenas por eventuais caminhadas de campo a campo.
Suas piores memórias são de ser acorrentado pelo pescoço em um poste e de ir em caminhadas forçadas sem botas.