Um dos chefes do narcotráfico da fronteira entre Brasil e Paraguai foi morto com tiros de metralhadora em Pedro Juan Caballero, cidade do país vizinho que faz divisa com Ponta Porã (MS), na noite de quarta-feira (15). A polícia diz acreditar que o motivo da execução foi a disputa pelo controle do tráfico na região. Sete suspeitos foram presos.
Em 2014, Jorge Rafaat foi condenado pela Justiça brasileira a 47 anos de prisão e pagamento de multa de mais de R$ 400 mil, por tráfico de drogas e contrabando. Porém, desfrutava de notoriedade no Paraguai, onde tinha uma empresa de segurança privada e era conhecido como "rei da fronteira".
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Rafaat estava em seu carro blindado, escoltado por outros dois veículos, quando o tiroteio teve início. A blindagem foi perfurada pelos mais de 200 disparos de uma metralhadora antiaérea instalada dentro de uma caminhonete utilizada pelos membros do grupo rival. O armamento é de uso exclusivo das forças armadas e capaz de derrubar um avião.

Atualmente, a Força Nacional atua em Ponta Porã em apoio às ações de combate aos crimes fronteiriços. A polícia apreendeu outras armas de grosso calibre, como fuzis, coletes à prova de bala e centenas de munições.