A elevação dos valores pagos pelo Brasil na compra de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu não é a única aspiração econômica do governo do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, afirma o professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Osvaldo Dehon. Em entrevista hoje (22) à Rádio Nacional, ele enumerou algumas das metas anunciadas pelo novo governo do país vizinho.
A despeito das intenções paraguaias, o presidente Luiz Inácio Lula Silva afirmou que não vai rever o tratado de Itaipu. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, entretanto, disse que um eventual reajuste nas tarifas pagas pelo país não está descartado.
O professor também destaca a previsão de investimentos para impulsionar as exportações agrícolas. Ele afirma que os paraguaios estão atentos à expansão brasileira no setor. Planos para diversificar o comércio e a indústria também foram apontados como elementos para desenvolver a economia do país vizinho.
Finalizadas no último domingo, as eleições do Paraguai foram realizadas em turno único. A vitória de Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança, interrompeu uma série de mais de 60 anos de governos da Associação Nacional Republicana (ANR), o Partido Colorado.
Itaipu Binacional
A Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional é uma usina hidrelétrica binacional construída pelo Brasil e pelo Paraguai no rio Paraná, no trecho de fronteira entre os dois países, 14 quilômetros ao norte da Ponte da Amizade. A área do projeto se estende desde Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, ao sul, até Guaíra (Brasil) e Salto del Guairá (Paraguai), ao norte. A potência instalada da Usina é de 14.000 MW (megawatts), com 20 unidades geradoras de 700 MW cada.
Com informações da Agência Brasil.