A nomeação de Hillary Clinton como futura secretária de Estado dos Estados Unidos não representa nenhuma melhora nas relações russo-americanas, estimou nesta segunda-feira (1º) o chefe da Comissão das Relações Exteriores da Duma (Parlamento russo), Konstantin Kossatchev, em entrevista à agência Interfax.
Citando também a decisão do presidente eleito Barack Obama de manter Robert Gates no Pentágono, afirmou que "eles representam a continuidade, não uma reforma da concepção da política externa da Casa Branca.
Hillary Clinton, assim como Gates são "firmes partidários das idéias de dominação dos Estados Unidos no mundo e de uma defesa intransigente dos interesses americanos por não importa qual meio", segundo ele.
"Os dois não serão parceiros fáceis para a parte russa. O diálogo bilateral não será menos complicado que sob a administração de George W. Bush", previu.
Nomeação
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira (1º) a indicação da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado de seu futuro governo.
Durante entrevista coletiva em Chicago, Obama descreveu a senadora como "uma amiga, uma colega, uma fonte de conselhos e uma dura opositora durante a campanha" e disse acreditar que Hillary "será uma secretária de Estado fora de série" e que foi "a escolha certa" para o cargo.
Obama e Hillary travaram, ao longo de 15 meses durante as primárias democratas, uma das mais longas e acirradas disputas pela indicação presidencial, marcada por pesadas trocas de acusações e tensos debates.
A indicação de Hillary já vinha sendo divulgada há vários dias pela imprensa americana, mas só foi confirmada oficialmente nesta segunda.
Para selar a nomeação de Hillary, foi necessária uma série de negociações entre seus assessores e a equipe de Obama a respeito das atividades do marido da senadora - o ex-presidente Bill Clinton.