O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, pediu que não sejam feitas especulações ligando o acidente do avião russo A321, na Península do Sinai, com a operação aérea russa na Síria. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (3), Peskov disse que são "temas absolutamente distintos e não é necessário vinculá-los".
O porta-voz presidencial, no entanto, afirmou que não podia responder à pergunta se a queda do avião poderia ter sido resultado de um atentado.
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Sobre o encontro, nessa segunda-feira (2), entre o presidente Vladimir Putin e o ministro dos Transportes, Maksim Sokolov, ele informou que a reunião foi, na verdade, inteiramente dedicada ao trabalho da comissão estatal [de investigação do acidente], coordenada pelo ministro".
A versão de um eventual atentado terrorista contra o avião da empresa Kogalymavia, que levava 217 turistas russos e sete membros da tripulação a São Petersburgo, surgiu no sábado, dia da queda. Um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico reivindicou a autoria do acidente, apresentando como prova um vídeo que, depois, foi considerado falso.
O acidente não teve sobreviventes. O domingo, 1º de novembro, foi declarado dia de luto na Rússia. Na cidade de São Petersburgo, o luto vai até hoje.
Corpos
Um segundo avião com os corpos e pertences das vítimas do acidente aéreo de sábado (31) na península do Sinai chegou hoje (3) ao aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, informaram fontes oficiais.
A aeronave, um Il-76 do Ministério para Situações de Emergência russo, transportou partes dos corpos, documentos e objetos pessoais das vítimas, que serão entregues para perícia e identificação.
Ontem (2), outro avião transportou para São Petersburgo mais de 130 cadáveres e 40 fragmentos de corpos.
Acredita-se que o Airbus A-321, da companhia russa MetroJet (Kogalimavia), que fazia no sábado a ligação entre a estância turística egípcia de Sharm El Sheikh e a cidade russa de São Petersburgo, tenha explodido no ar 23 minutos depois de descolar, causando a morte dos 224 ocupantes.