Favoritismo não ganha jogo, não se cansam de dizer jogadores, técnicos, comentaristas. É nesse jargão que o São Paulo se apega para tentar superar seus problemas e vencer neste domingo (13) o cada vez mais empolgado Palmeiras, às 16 horas, no Morumbi, no primeiro duelo da semifinal do Campeonato Paulista - ou pelo menos empatar, para não chegar ao segundo jogo, no próximo domingo, no Palestra Itália, sem chances de recuperação.
Palmeiras e São Paulo vivem momentos opostos. Enquanto o Alviverde não perde há 14 jogos, com 10 vitórias consecutivas e está garantido nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, o time do Morumbi tem passado por momentos turbulentos. Fábio Santos discutiu com Carlos Alberto, os dois foram suspensos pela diretoria, e o time perdeu na quinta-feira (10) para o Audax Italiano, pela Libertadores, complicando sua situação no torneio - tem de vencer o Atlético Nacional, no dia 23, para chegar às oitavas-de-final.
Apesar do princípio de crise do adversário, admitido por sua própria diretoria, o Palmeiras não acredita que vá levar tanta vantagem. E os jogadores, assim como Vanderlei Luxemburgo, não querem saber da palavra ‘favorito’. "O São Paulo é um grande clube, também acostumado a momentos difíceis. Não vamos tirar vantagem", afirmou o treinador.
Os são-paulinos não negam o melhor momento do adversário, mas apostam na superação. "O grande momento do Palmeiras será nossa principal dificuldade. Mas temos jogadores experientes, acostumados a enfrentar situações como essa", observou Jorge Wagner.
Polêmicas
O clássico estará cercado de polêmicas, por causa das confusões que ocorreram nos últimos confrontos. Na primeira fase, a goleada de 4 a 1 do Palmeiras teve conseqüências nos tribunais - Kléber levou três jogos de suspensão pela cotovelada em André Dias e Jorge Wagner, uma partida, por joelhada em Valdivia. Para evitar qualquer problema, Valdivia e Kléber fugiram dos jornalistas nesta semana. "Temos de esquecer isso. Eles não deram entrevistas, porque só iam falar coisas do passado", explicou Luxemburgo. "Não tenho nada contra o Kléber. Temos apenas de jogar futebol", disse André Dias.