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Secretário considera a chance de infiltração política

28 jul 2003 às 21:59

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, afirmou nesta segunda-feira, em Belo Horizonte (MG), que a suspeita de infiltração política em movimentos sociais é uma "hipótese plausível", que será investigada pelas instituições responsáveis pela segurança pública no país.

Em entrevista à Folha publicada hoje, governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), levantou essa suspeita de ingerência política nas manifestações e nas invasões articuladas nos últimos dias Brasil afora.


Segundo Soares, ações recentes - ele não citou quais - articuladas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e por grupos de sem-teto acabam causando impacto negativo na opinião pública, e por isso poderiam estar sendo incentivadas por pessoas estranhas aos movimentos, com o objetivo de enfraquecê-los.


"Isso [infiltração em movimentos sociais] tem de ser objeto de investigação. Essa é uma hipótese plausível, é preciso sempre considerá-la porque muitas vezes verificamos que há certos acontecimentos que são tão negativos para os próprios movimentos que nós nos perguntamos se esses eventos não foram, de alguma forma, provocados por aqueles que justamente desejam a ruína do movimento."


Soares, que participou de encontro internacional sobre segurança pública na capital mineira, disse que não há, por parte do governo, qualquer orientação específica no sentido de investigar a suspeita. "Esse é um procedimento cotidiano, das instituições responsáveis pela segurança pública."


O secretário afirmou que a preocupação com o recrudescimento da violência pelos movimentos sociais já alcançou a esfera federal da segurança, mas negou que o acirramento das tensões possa gerar riscos à ordem democrática.


"Não há por que [o governo] hesitar, estamos ao lado da lei e seremos sempre muito duros no combate a toda forma de transgressão das leis."

Informações da Agência Folha


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