A polícia americana adotou medidas de segurança excepcionais para a visita que o Papa Bento XVI fará de 15 a 20 de abril a Washington e Nova York. Esta será a primeira viagem aos Estados Unidos do chefe da Igreja Católica desde os atentados de 2001 e a segurança é muito mais rígida que durante a visita do antecessor, João Paulo II, ao país.
A polícia trabalhará em estreita colaboração com os serviços secretos e os membros da Guarda Suíça, responsáveis pela proteção do Papa, durante os seis dias da estadia pontifícia.
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Brian G. Parr, diretor do serviço secreto para Nova York, responsável pela segurança das personalidades estrangeiras, disse que será adotada uma restrição de vôos a menos de 1.000 metros em três locais que serão visitados pelo Papa: o seminário de São José sábado de manhã, o "Marco Zero" (área onde ficavam as Torres Gêmes do World Trade Center destruídas nos atentados de 11 de setembro de 2001) e o estádio dos NY Yankees (time de beisebol da cidade) no domingo.
Detectores de metais
Além da verificação das identidades, serão instalados detectores de metais em todos os eventos da visita.
Bento XVI será recebido na Casa Branca em Washington no dia 16 de abril e pronunciará um discurso na Assembléia Geral da ONU em Nova York dois dias depois.
Os grandes desafios para a polícia serão a missa do Papa em dois estádios, em Washington em 17 de abril e no estádio dos Yankees em Nova York três dias mais tarde.
Ingressos intransferíveis e com código de barra
A segurança nos dois locais será implacável, com ingressos de entrada intransferíveis com códigos de barra. O FBI exige que os fiéis compareçam seis horas antes do início das cerimônias. A arquidiocese de Washington emitiu apenas 46.000 ingressos para a missa de 17 de abril.