A presidente da Argentina Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente do país Néstor Kirchner, sofreram uma derrota sem precedentes ao perder a votação no Senado do projeto de lei do governo que determinava o aumento dos impostos sobre as exportações agrícolas argentinas.
Após 16 horas de debates, a votação do projeto do governo acabou em empate, na madrugada desta quinta-feira (17). O voto de Minerva coube ao vice-presidente Julio Cobos, que também é presidente do Senado. Contrário ao projeto, Cobos chegou a cogitar votar com o governo para evitar o agravamento da tensão política. Mas acabou votando contra.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Cobos, visivelmente nervoso, implorou aos senadores que realizassem um recesso para "encontrar um consenso". As lideranças kirchneristas, no entanto, recusaram-se a aceitar maiores demoras. Cobos é o representante dos "Radicais-K", como são denominados os integrantes do setor dissidente da União Cívica Radical (UCR) que há dois anos decidiram aliar-se aos Kirchners.
A reta final da sessão do Senado foi acompanhada por panelaços em Buenos Aires e nas principais cidades do interior da Argentina em protesto contra Cristina. Os Kirchners apostaram seu prestígio político nesta votação e perderam.