O austríaco Josef Fritzl, acusado de manter sua própria filha refém durante 24 anos e de ter tido com ela sete filhos, pode ser condenado à prisão perpétua se esses fatos forem devidamente comprovados judicialmente, de acordo com o ministério público.
"Pode ser condenado à prisão perpétua se for provado que houve homicídio por negligência" no caso de um dos dois gêmeos nascidos em 1996 e que morreu pouco tempo depois no porão onde era mantida a mulher, declarou à AFP um porta-voz do ministério público de Sankt-Pölten, Gerhard Sedlacek
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O segundo crime, "estupro seguido de gravidez," é suscetível de "5 a 15 anos de prisão", de acordo com essa fonte. O incesto representa uma circunstância agravante mas não é punido senão com uma penalidade suplementar, explicou este representante do ministério público.
Já pelo seqüestro, o acusado poderá pegar uma pena de 10 anos de prisão, disse Sedlacek. "No direito austríaco, essas penas não se acumulam", assinalou.
Preso
Um juiz decidiu manter sob custódia o "monstro da Áustria", à espera do esclarecimento de detalhes do pavoroso caso do idoso que confessou ter seqüestrado a filha durante 24 anos e ser o pai de sete crianças nascidas de uma relação incestuosa.
Josef Fritzl, de 73 anos, foi transferido na segunda-feira de Amstetten (leste da Áustria), onde foi detido pela polícia para ser interrogado, a um tribunal na vizinha St. Poelten.
Depois de prestar depoimento a um juiz, Fritzl passou à prisão provisória por um período inicial de duas semanas, prorrogável de acordo com as necessidades da investigação.