O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn disse que a relação que teve com uma camareira de hotel em Nova York, que levou a um escândalo sexual e à sua consequente renúncia, foi "inapropriada" e uma "falha moral".
Em sua primeira entrevista de TV depois que as acusações de estupro e assédio sexual contra si foram retiradas, o ex-chefe do FMI disse que ele sempre se arrependerá do que fez.
O francês Strauss-Kahn, 62 anos, foi detido em Nova York em 14 de maio, acusado de atacar sexualmente a camareira de hotel Nafissatou Diallo, de nacionalidade ganesa.
Ele renunciou a seu cargo no FMI e pagou fiança de US$ 1 milhão para sair da prisão.
Após a detenção, os advogados de Strauss-Kahn chegaram a alegar que ele e a camareira haviam tido uma relação consentida.
No entanto, à medida em que o caso perdia força e a credibilidade da suposta vítima era colocada em dúvida, a Promotoria de Nova York pediu a extinção do processo contra o chefe do FMI, em agosto.
A camareira, no entanto, abriu um processo civil contra Strauss-Kahn.
A entrevista, que foi ao ar pela emissora de TV francesa TF1, foi concedida à jornalista Claire Chazal, amiga de Anne Sinclair, mulher de Strauss-Khan.
Antes de ser detido, Strauss-Kahn era apontado por pesquisas de intenção de voto como favorito nas eleições presidenciais francesas de 2012. Ele é filiado ao Partido Socialista, de oposição ao presidente Nicolas Sarkozy.
Autora francesa
Além do seu caso em Nova York, Strauss-Kahn enfrenta ainda a acusação de uma autora francesa, Tristane Banon, que acusa o ex-chefe do FMI de tentar estuprá-la em 2003.
Ele nega as acusações e está processando Banon por difamação.
Strauss-Kahn foi interrogado pela polícia francesa na semana passada. Uma autoridade ligada ao caso disse à agência de notícias AFP que o ex-diretor do FMI negou qualquer ataque ou tentativa de estupro, mas admitiu que fez "investidas" sobre a autora, sem dar maiores detalhes.