A cerimônia de despedida do presidente francês Nicolas Sarkozy foi brutalmente interrompida nesta terça-feira (24) no aeroporto de Tel Aviv pelo suicídio de um soldado israelense. O ato trouxe pânico ao local.
"Um guarda de fronteira se suicidou com um tiro no aeroporto Ben Gurion no momento em que o presidente Sarkozy estava a ponto de partir", informou o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. O suicídio aconteceu no momento em que o primeiro-ministro e presidente israelenses apertavam a mão de Sarkozy e de sua esposa na cerimônia de despedida do chefe de Estado francês depois de uma visita de três dias a Israel e aos territórios palestinos.
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Segundo imagens difundidas pela televisão israelense, a esposa do presidente francês, Carla Bruni-Sarkozy, acelerou os passos na passarela que leva ao avião, escoltada por um segurança. O presidente francês, ao contrário, prosseguiu calmamente e ainda acenou para seus anfitriões. A porta do aparelho foi fechada por precaução. Outros integrantes da delegação francesa também foram levados rapidamente para o avião, entre eles a ex-ministra Simone Weil e a ministra do Interior, Michèle Alliot-Marie.
Os seguranças israelenses também levaram o primeiro-ministro Ehud Olmert para seu carro blindado, mas ele não chegou a entrar no veículo.
Nas fileiras de militares que prestavam serviço na cerimônia, dois soldados chegaram a desmaiar.