O número de mortos no terremoto que sacudiu há três dias a província chinesa de Sichuan, no sudoeste do país, pode chegar a 50 mil.
Segundo os últimos dados compilados pelo governo, há 19,5 mil mortes confirmadas e 30 mil pessoas ainda estão soterradas. Outras 15 mil estão desaparecidas e 65 mil ficaram feridas.
A China estima que 10 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelo tremor.
O vice-ministro da Saúde chinês, Gao Qiang, afirmou nesta quinta-feira (15) que o terremoto de 7,9 graus na Escala Richter "é o pior desastre da história recente da China".
Reforço
O governo chinês aceitou a oferta do Japão e receberá uma equipe de especialistas em operações de resgate, após o terremoto que na segunda-feira passada sacudiu o sudoeste da China, informou nesta quinta-feira o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Qin Gang.
Trata-se da primeira equipe de especialistas estrangeiros autorizados a entrar na zona da catástrofe.
"O governo chinês concordou com o governo japonês sobre o envio de uma equipe de especialistas (japoneses) à província de Sichuan para participar das operações de socorro após o terremoto", declarou Qin.
Até o momento, a China recusava todas as ofertas de envio de especialistas, alegando problemas logísticos.
A China também está enviando mais 50 mil soldados para ajudar os cerca de 30 mil que já participam dos esforços de resgate.