A tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim teve uma breve passagem nesta terça-feira (22) pela Indonésia, enquanto a China começava a preparar o próximo revezamento pedindo aos simpatizantes do governo comunista que o apóiem quando na quinta-feira a tocha cruzar a capital da Austrália. O ambiente em Jacarta não foi festivo, de acordo com a impressão geral.
A organização se limitou a realizar um revezamento dentro do estádio Bung Karno (que recebe o nome do fundador do país, Sukarno) diante da presença das únicas 5.000 pessoas autorizadas a assistir ao ato, em meio a um forte esquema de segurança.
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Os arredores do estádio Bung Karno estavam desertos. Mais de 2.000 agentes foram mobilizados para evitar que possíveis manifestantes conseguissem se aproximar.
O revezamento ficou reduzido ao mínimo. Começou às 14h10 locais (04h10 de Brasília) e terminou às 15h30 locais (05h30 de Brasília).
Intervenções
As forças de ordem realizaram apenas uma intervenção antes do começo do evento para dispersar dezenas de manifestantes em defesa da independência do Tibete reunidos nas imediações do estádio. Manifestantes com camisas com as inscrições "Tibete livre" foram presos.
As autoridades indonésias tomaram medidas para que após os "incidentes" em Grécia, França e Grã-Bretanha ativistas defensores dos Direitos Humanos perturbassem a passagem da tocha.
O governador de Jacarta, Fauzi Bowo, foi o primeiro a conduzir a tocha, que foi apagada poucos segundos depois devido a um problema técnico e teve que ser reacendida.
Entre os 80 revezadores, 15 eram atletas de badminton, o único esporte no qual a Indonésia brilha em nível internacional. Um deles foi Taufik Hidayat, medalha de ouro nesse esporte nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Também participaram o embaixador da China em Jacarta e o ministro indonésio do Turismo, Jero Wacik.
Mas a segurança foi tão reforçada que dezenas de estudantes que pretendiam assistir à passagem da tocha foram barrados na entrada do estádio, segundo a rádio Elshinta. "Estamos decepcionados", disse Zaini, um dos jovens impedidos de participar da cerimônia.
Os poucos militantes dos Direitos Humanos presentes nas imediações do estádio acusaram o governo de ter confinado a tocha para privilegiar suas relações com a China, um dos principais sócios econômicos da Indonésia.
Jacarta foi a quinta etapa asiática da chama olímpica depois de Islamabad, Nova Délhi, Bangcoc e Kuala Lumpur.
Sua próxima etapa será a capital da Austrália, nesta quinta-feira. As autoridades chinesas já começaram a prepará-la pedindo que os simpatizantes do regime chinês a apóiem em Camberra, ressaltou nesta terça-feira o ministro australiano das Relações Exteriores, Stephen Smith.