Nove dias depois do terremoto que deixou mais de 74 mil mortos e desaparecidos na China, o país concentra agora seus esforços nos cinco milhões de desabrigados que sobreviveram e estão em condições precárias, sob chuva e expostos ao risco de epidemias.
Nesta quarta-feira (21), toda a China viveu o terceiro e último dia de luto em homenagem às vítimas do terremoto. De acordo com o balanço oficial anunciado pelo governo chinês, até o momento 41.353 mortes já foram confirmadas, 32.666 desaparecidos e 274.683 feridos.
Em respeito às vítimas, o governo tibetano em exílio na Índia pediu que os protestos contra Pequim fossem interrompidos temporariamente.
Resgates
A busca por possíveis sobreviventes sob os escombros continuava nesta quarta-feira e uma mulher foi resgatada "milagrosamente" com vida após passar nove dias presa no interior de um túnel de uma central elétrica. Na terça-feira, outras duas pessoas também foram salvas com vida dos escombros.
No entanto, agora as chances de encontrar sobreviventes são ínfimas e as equipes de socorro estrangeiras começam a deixar o país para dar lugar às equipes médicas.
Doenças
Em Beichuan, um jornalista do jornal China Daily informou que o cheiro de cadáveres tomava conta da cidade, invadida por nuvens de moscas e mosquitos que geram o medo de que novas doenças se alastrem, apesar de até o momento nenhuma epidemia ter sido registrada.
No entanto, o risco de doenças é real devido à concentração de centenas de milhares de refugiados em abrigos improvisados, sem água corrente e necessidades básicas.
Os responsáveis pela saúde pública temem o surgimento de epidemias de diarréia, hepatite A e cólera.