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GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Turistas de Londrina e Assaí ficam 'presos' em Dubai

Lucas Giroto - Redação Bonde
03 mar 2026 às 18:18

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Foto: GIUSEPPE CACACE / AFP e FADEL SENNA / AFP
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A bordo de um cruzeiro no Oriente Médio, 24 turistas paranaenses foram surpreendidos, no último sábado (28), com o início do conflito armado entre Estados Unidos, Israel e Irã. Com a volta programada para o domingo (1°), moradores de Londrina e Assaí (Região Metropolitana de Londrina) que participavam da viagem precisaram permanecer em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, último destino visitado.

A tensão na região vem escalando, com o fechamento de fronteiras e do espaço aéreo de diversos países. Até o momento, não há previsão de normalização.

Antes de chegar a Dubai, no sábado (28), o grupo já havia passado pela capital do país, Abu Dhabi, e pela ilha Sir Bani Yas. Segundo a gerente da agência responsável pela organização do cruzeiro, Marilise Valarine, a embarcação iniciou o roteiro em Doha, capital do Catar, no dia 20 de fevereiro.

Valarine destacou que, devido à extensão da estadia, os custos com alimentação e hospedagem não têm sido arcados pelos passageiros. No entanto, ela não soube informar quem está custeando as despesas.
Em nota divulgada nas redes sociais, a agência de turismo londrinense afirmou que seguirá atualizando o caso para “tranquilizar familiares e clientes”. O comunicado também esclarece que a medicação de alguns passageiros, que estava em falta, já foi devidamente reposta.

Contato com o Itamaraty


A responsável informou ainda que o Itamaraty já está ciente da situação dos paranaenses. “Eles precisaram preencher alguns formulários encaminhados pelo consulado”, destacou. Além dos países já citados, o Ministério das Relações Exteriores também recomendou que destinos como Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita sejam evitados.

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O comunicado também repassou orientações de segurança para quem já se encontra nas regiões de conflito. São elas:


- Acompanhar os sites e as redes sociais das embaixadas e seguir as orientações oficiais;

- Seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais;

- Evitar multidões e protestos;

- Monitorar a mídia local;

- Não deixar os locais de residência sem se certificar das condições de segurança;

- Procurar a companhia aérea para remarcar voos cancelados;

- Verificar se os documentos de viagem estão em dia, com pelo menos seis meses de validade.


Visão de quem está lá


A empresária e guia turística Cristina Strik, uma das integrantes do grupo, tem utilizado as redes sociais para compartilhar sua experiência diante da situação. No relato, Strik reforça a segurança dos passageiros a bordo do transatlântico e comenta as negociações para a repatriação.


“Estamos todos bem em Dubai. Aqui dentro do navio é o local mais seguro em que poderíamos estar. Em breve estaremos de volta, assim que o espaço aéreo for reaberto”, afirmou.


Strik também agradeceu as mensagens de apoio que tem recebido nos últimos dias. “São orações de pessoas que conheço e de outras que não conheço, mas todas torcendo pelo nosso retorno”, concluiu.

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