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Pesquisa sobre quarks

Um americano e 2 japoneses ganham o Nobel de Física

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

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Olivier Morin/AFP
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O Prêmio Nobel de Física 2008 foi atribuído ao americano Yoichiro Nambu e aos japoneses Makoto Kobayashi e Toshihide Maskawa por trabalhos em separado sobre a física de partículas elementares da matéria, os quarks, anunciou nesta terça-feira (7) o Comitê Nobel da Real Academia Sueca.

Nambu, 87 anos, nascido em 1921 no Japão e que trabalha no Instituto Enrico Fermi de Chicago, receberá metade do prêmio pela "descoberta do mecanismo de ruptura espontânea de simetria em física subatômica", segundo o júri do Comitê Nobel.

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Seus trabalhos alimentam a teoria do "Modelo Standard", que tenta descrever as partículas elementares que ajudam a explicar a natureza da matéria e as origens do Universo, criado no "Big Bang" há 14 bilhões de anos.


Japoneses


Já os dois cientistas japoneses foram premiados pela "descoberta da origem da ruptura espontânea de simetria que supõe a existência de pelo menos três famílias de quarks na natureza", acrescenta o Comitê.


O quark é uma partícula subatômica fundamental de carga elétrica fracionária (2/3 ou 1/3 da carga do elétron) e de spin + 1/2, considerada um dos constituintes fundamentais da matéria.


Kobayashi, 64 anos, é professor honorário do Centro de Pesquisas de Tsukuba (Japão). Maskawa, 68 anos, é professor honorário no Instituto de Física Teórica de Yukawa (Japão).


Pesquisa


Durante a formação do Universo, a matéria existia sob a forma de uma espécie de sopa densa e quente chamada plasma quarks-glúons. Ao esfriar, algumas partículas de quarks se aglutinam em prótons e nêutrons e outras partículas compostas.


A questão da simetria faz parte dos grandes enigmas da Física. Durante a formação do Universo, no momento do Big Bang, foram produzidas quantidades iguais de matéria e de antimatéria que deveriam ter se anulado mutuamente.


"No entanto, não foi isto que aconteceu", destaca o comunicado do Comitê Nobel. "Houve um desvio minúsculo de uma partícula suplementar de matéria por cada 10 bilhões de partículas de antimatéria. É esta ruptura de simetria que parece ter permitido a sobrevivência de nosso Universo", acrescenta a Academia.


Até hoje boa parte do que realmente aconteceu em nosso Universo não foi explicado. O superacelerador de partículas que acaba de entrar em funcionamento em Genebra tenta encontrar respostas, lembram os membros do júri.


Ano passado, o francês Albert Fert e o alemão Peter Grünberg receberam o Prêmio Nobel de Física pela descoberta de uma tecnologia, a magnetorresistência gigante, que permite ler a informação armazenada nos discos rígidos.


O Nobel de Física é o segundo anunciado esta semana.

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O de Medicina abriu a temporada na segunda-feira (6), ao premiar o alemão Harald zur Hausen e os franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier por seus trabalhos sobre os vírus responsáveis pelo câncer de colo de útero, no caso do primeiro, e da Aids para os dois últimos.


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