O desenvolvimento de uma vacina contra a salmonelose será testado a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e pode comprovar a viabilidade da pesquisa em biotecnologia no espaço, anunciou a Nasa, nesta sexta-feira (31).
Se essas pesquisas sobre a salmonela, feitas na ausência de gravidade, puderem levar à fabricação de uma vacina, isso demonstrará o atrativo financeiro das pesquisas em biotecnologia a bordo da nave e da ISS, disseram responsáveis da empresa Spacehab Inc.
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As infecções por salmonela, que se manifestam por diarréia e febre, duram alguns dias, mas podem ser perigosas para crianças e idosos.
A Spacehab enviará seus testes de cepas de salmonela a bordo da nave Discovery, que será lançada no sábado, às 21h02 GMT (18h02 de Brasília), com sete astronautas, e se acoplará à ISS.
Um sucesso na missão mostrará que "a ISS está, agora, pronta para (fazer) negócios", comentou Thomas Pickens, diretor da Spacehab e filho do bilionário texano T. Boone Pickens.
Em setembro de 2006, uma equipe liderada por Timothy Hammond, do Durham Veterans Affairs Medical Center (Carolina do Norte, sudeste dos EUA), descobriu que a potência da bactéria podia ser triplicada na microgravidade. Isso permitiu obter, por manipulação genética, uma cepa de salmonela que pode virar uma vacina.
Na Terra, a virulência da bactéria se dissipa muito rápido para se ter a possibilidade de desenvolver as cepas necessárias para a elaboração de vacina.
"A ISS é um ambiente único" para testar vacinas, garantiu Pickens.
Em 2005, o Congresso americano aprovou que uma parte da ISS fosse transformada em Laboratório Nacional, o que significava abrir suas portas para a pesquisa do setor privado e, potencialmente, a indústria privada.