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Vaticano rebate as acusações de Bin Laden contra Bento XV

31 dez 1969 às 21:33

CIDADE DO VATICANO (AFP) - As acusações de que o Papa Bento XVI estaria à frente de uma nova Cruzada contra o Islã, atribuídas ao líder da organização terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e divulgadas na quarta-feira são infundadas e não constituem uma novidade, afirmou o porta-voz do Vaticano.

As recriminações ao Papa feitas por Bin Laden, líder da organização responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, foram divulgadas em uma mensagem gravada por uma organização americana que vigia os sites de grupos extremistas.


Para o terrorista, Bento XVI teve "um papel importante" na publicação das charges do profeta Maomé em jornais dinamarqueses, numa tentativa de reavivar as Cruzadas contra os muçulmanos.


"As acusações não são uma novidade e não nos surpreendem. Além disso, carecem completamente de fundamento", declarou o padre Federico Lombardi à imprensa credenciada no Vaticano.


As ameaças contra o pontífice serão examinadas cuidadosamente pelo serviço antiterrorismo do ministério do Interior italiano, responsável por garantir a segurança do Papa.


Por sua vez, o porta-voz do Papa enfatizou que a agenda do pontífice, que inclui as celebrações da Semana Santa e uma viagem, em abril, aos Estados Unidos, não sofrerão mudanças.


"Os programas não serão modificados, nem serão reforçadas as medidas de segurança", declarou à imprensa.


Lombardi também recordou que o Papa, assim como o pontifício conselho para o diálogo inter-religioso, "desaprovaram a sátira contra o Islã em diversas ocasiões".


No dia 27 de fevereiro, um comunicado conjunto de representantes da Universidade Al-Azhar do Cairo (Egito) e do Vaticano condenou a publicação na imprensa dinamarquesa de charges do profeta Maomé com ataques à religião.


As primeiras charges sobre Maomé foram publicadas em 2006 por um jornal dinamarquês. Então se desatou uma onda de protestos contra as caricaturas no mundo muçulmano que deixou um saldo de 11 mortos.


Bin Laden advertiu na véspera que haverá conseqüência por causa das caricaturas de Maomé.


Não é a primeira vez que o Papa alemão é alvo direto ou indireto de ameaças por parte de muçulmanos.

Em 2006, depois de sua controvertida dissertação numa universidade alemã interligando o Islã e a violência, Bento XVI foi recriminado e insultado em inúmeras ocasiões durante as manifestações em assa organizadas em vários países muçulmanos


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