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Vinte morrem asfixiadas em acidente com submarino russo

31 dez 1969 às 21:33

Um acidente dentro de um submarino russo deixou pelo menos 20 mortos, depois que o sistema anti-incêndio da embarcação foi acionado por engano.
O porta-voz da Frota russa do Pacífico, capitão Igor Dygalo, afirmou que tripulantes e funcionários de um estaleiro morreram durante os testes marítimos do submarino.

As mortes por asfixia foram provocadas por gás freon, usado para extingüir fogo por supressão do oxigênio no ar. A embarcação não foi danificada durante o episódio, que teria acontecido durante testes no Mar do Japão, de acordo com o capitão Dygalo.


Foi o pior desastre na Marinha russa desde o afundamento do submarino nuclear Kursk, em 2000, no qual 118 militares morreram.


Envenenadas


O acidente mais recente está sendo investigado por autoridades militares, que não divulgaram o nome nem a classe da embarcação atingida.


Sabe-se no entanto que 208 pessoas estavam a bordo no momento do acidente, das quais 81 eram militares da Marinha. Os mortos seriam seis marinheiros e 14 civis.


Outras 21 pessoas ficaram feridas, sofrendo sintomas de envenenamento, e tiveram que ser transferidas para o navio de guerra Almirante Tributs, antes de serem internadas em hospitais próximos a Vladivostok.


Os mortos foram levados para necrotérios da região, depois que o submarino voltou ao porto de Bolshoi Kamen, próximo à cidade.


O procedimento normal em caso de incêndios em submarinos é isolar e vedar a área afetada, antes de bombear gás freon. O gás retira o oxigênio do ar e extingüe as chamas rapidamente, no entanto, causa a asfixia de quem estiver no local.

As autoridades russas já confirmaram que as mortes foram por asfixia.


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