O voto impresso pela urna eletrônica pode ser extinto nas eleições municipais de 2004, apesar de utilizado apenas uma vez desde que o sistema informatizado de votação foi implantado no Brasil, em 1996.
A extinção foi proposta pelo senador do PSDB de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, por meio de projeto-de-lei apresentado àquela casa parlamentar.
Nas justificativas para apresentação do projeto, o senador destaca diversos inconvenientes apresentados pelo sistema de impressão do voto nas eleições de 2002.
Um dos principais argumentos é o alto custo da expansão da impressão eletrônica para as demais 350 mil urnas que ainda não dispõem do mecanismo.
"É que os 350 mil módulos impressores a serem instalados nas urnas eletrônicas remanescentes significarão a despesa de aproximadamente R$ 250 milhões, incluindo a aquisição dos mesmos e os serviços necessários para a modificação dos equipamentos", afirma Azeredo, lembrando ainda que serão necessários mais R$ 100 milhões para campanhas de treinamento de mesários, eleitores e de divulgação em rádio e televisão.
O custo total do voto impresso, portanto, chegaria a R$ 350 milhões.