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Realidade forjada

O que são deepfakes e como identificar fotos, áudios e vídeos falsos

Redação Bonde
08 jun 2026 às 18:17

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Foto: Reprodução / Magnific
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O avanço da inteligência artificial tem facilitado a criação de conteúdos digitais cada vez mais realistas. Entre eles estão os chamados deepfakes, montagens produzidas com o uso de algoritmos capazes de imitar rostos, vozes e até comportamentos de pessoas reais. A tecnologia pode ser utilizada para fins legítimos, como entretenimento e produção audiovisual, mas também tem sido empregada para espalhar desinformação, aplicar golpes e manipular a opinião pública.

Os deepfakes funcionam a partir do treinamento de sistemas de inteligência artificial com grandes quantidades de imagens, vídeos ou gravações de voz. Com esse material, o programa aprende padrões e consegue gerar conteúdos falsos que, à primeira vista, parecem autênticos. Em muitos casos, a tecnologia é utilizada para fazer uma pessoa aparentar dizer ou fazer algo que nunca aconteceu.

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É necessário prestar atenção a alguns sinais que podem indicar uma falsificação. Em vídeos, vale observar movimentos faciais estranhos, piscadas pouco naturais, sincronização imperfeita entre fala e lábios e alterações incomuns na iluminação ou no fundo da imagem. Já em fotografias, detalhes como mãos deformadas, objetos distorcidos, sombras inconsistentes e texturas artificiais podem revelar a manipulação.

Nos áudios, a análise deve considerar possíveis pausas mecânicas, entonações repetitivas ou mudanças bruscas no ritmo da fala. Embora as ferramentas de clonagem de voz estejam cada vez mais sofisticadas, ainda podem apresentar falhas perceptíveis, principalmente em gravações mais longas.

Diante da crescente disseminação desse tipo de conteúdo, a principal orientação é verificar a origem do material antes de compartilhá-lo. Buscar a informação em fontes confiáveis, conferir se o conteúdo foi publicado por veículos reconhecidos e utilizar ferramentas de checagem podem ajudar a evitar a propagação de informações falsas. Em um cenário em que a inteligência artificial torna a manipulação digital cada vez mais acessível, o senso crítico continua sendo uma das principais ferramentas de defesa dos usuários.

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