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Alep deve reforçar segurança para "evitar confronto" durante votação

Mariana Franco Ramos - Grupo Folha
21 nov 2016 às 21:07

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A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deve ter sua segurança reforçada nesta terça-feira (22), durante a votação em plenário da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. O texto será apreciado com uma emenda proposta pelo governador Beto Richa (PSDB), que revoga a reposição inflacionária do funcionalismo, acordada em 2015 e prevista para janeiro. Trabalhadores de diversos municípios do Estado estão organizando caravanas para a capital paranaense, com o objetivo de acompanhar a sessão. O presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), confirmou que se reuniu com o comando da Polícia Militar (PM) e que a recomendação é de cautela.

"É claro que não vamos permitir desordem. Fiz uma reunião preparatória hoje em relação a possíveis eventos que possam ocorrer. Entendo que é normal. Vou tomar algumas medidas de cautela, até para evitar o que ocorreu no passado. Passamos a toda a equipe de segurança. Não permitiremos armas, nem os cassetetes da polícia", contou. O temor é de repetir cenas como as verificadas no dia 29 de abril de 2015, quando a PM reprimiu com violência uma manifestação contrária à reforma na Paranaprevidência, em frente à AL. Naquela ocasião, mais de 200 pessoas ficaram feridas, atingidas por balas de borracha, sprays de pimenta e até mordidas de cães da raça pit bull.

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Traiano não informou quantos policiais estarão de prontidão desta vez e disse que eles só agirão em caso de extrema necessidade. "Eu tenho que preservar e manter toda a Casa e, principalmente, a integridade dos senhores deputados (…) Mas acredito que não teremos confronto algum. Agora, se houver exageros - porque dentro de um movimento desta magnitude às vezes pessoas que nada têm a ver com o processo de defesa de interesses de um segmento se incluem nisso e acabam criando, enfim, problemas a todos – aí nós vamos sim tentar conter", prosseguiu.


O tucano ponderou que a intenção não é, de forma alguma, criar um ambiente negativo, e sim se precaver. "Não teremos a presença da polícia para confronto, muito menos para amedrontar ninguém. É mais no sentido de dar guarida e segurança, fazendo o processo fluir", justificou. Ele também adiantou que nem todos os cerca de 500 lugares das galerias do plenário serão ocupados. "Vamos conversar com o pessoal do Corpo de Bombeiros. Esse número será reduzido; cairia pela metade". Quem for autorizado a entrar passará por uma "triagem" na portaria. "Revistas serão feitas na entrada sim. Isso é de praxe. Para entrar no plenário, faremos todo um processo de verificação, se as pessoas não estão armadas, as mochilas. É o natural em votações desta natureza".

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Aprovada nesta segunda-feira (21) pela Comissão de Orçamento, a emenda 209/2016 [antiga 43] suspende por tempo indeterminado a data-base, em detrimento do pagamento de promoções e progressões em atraso, na ordem de R$ 1,4 bilhão. Se aprovada, ela quebrará um acordo costurado em 2015, em meio à greve de professores. Na época, ficou definido que o Executivo quitaria 3,45% da reposição dos mais de 300 mil funcionários (240 mil na ativa) em outubro, referentes à inflação de maio a dezembro, além de 10,67% em janeiro, relativos a 2016. As perdas de 2016, por sua vez, seriam recuperadas em janeiro próximo, junto a um adicional de 1%.


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