Depois de um início de tarde relativamente tranquilo, presos da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) voltaram a agir com violência por volta das 16h30 desta terça-feira (14).
Três reféns - que seriam agentes penitenciários - foram levados pelos presos ao telhado. Um deles foi amarrado em um colchão e os detentos ameaçam atear fogo, enquanto outro esteve rendido com uma foice no pescoço e o terceiro sendo constantemente enforcado.
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Por volta das 17h, os detentos chegaram a simular o assassinato de um dos reféns ao fingir que desferiam facadas contra o colchão que o enrolava, para desespero das famílias, que assistiam a tudo da rua. Minutos depois, outro agente foi liberado. Ele tem 35 anos e estava com o nariz fraturado.
Antes, às 12h, o segundo dos três agentes havia sido liberado em troca de comida - o primeiro foi solto na noite de segunda (13).
A cadeia abriga 240 prisioneiros, sendo que entre seis e 14 são reféns dos cerca de 80 integrantes da rebelião.
Na pauta de reivindicações, segue o pedido de transferência urgente de pelo menos 15 presos, a revisão das penas e a troca do diretor da unidade. Além disso, eles pedem garantias de que não haverá represálias quando eles se entregarem.
As negociações se encerraram por volta das 19h e serão retomadas às 8h desta quarta-feira (15).










Erro em transferência
O diretor presidente do Sindicato Dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Antony Johnson, apontou um erro na transferência de presos para a PIG. Segundo ele, detentos que estavam em unidades onde foram registradas outras rebeliões - como a ala II da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II) - foram mandados para Guarapuava.
"A PIG até então era uma unidade modelo. Entendemos que houve um erro nas movimentações do presos. Detentos da PEP II que participaram da última rebelião no Estado foram misturados no local", destacou.
Johnson informou que a PIG abriga atualmente 240 detentos e possui capacidade para o mesmo número. Os presos podem trabalhar e estudar no local. A segurança no interior do presídio em feita em média por 18 agentes por plantão.
O representante do sindicato reforçou o pedido da classe ao governador Beto Richa (PSDB) por mais segurança nos presídios. Antony Johnson lembrou que esta é a 21ª rebelião em dez meses no Paraná. 43 agentes penitenciários foram mantidos como reféns em todos os motins.
A reportagem não conseguiu contato com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju).
(matéria atualizada às 21h45 com informações do repórter Celso Felizardo, da Folha de Londrina)











































