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Após crítica de evangélicos, Prefeitura de Curitiba tira do ar post sobre casamento comunitário

Mariana Franco Ramos - Folha de Londrina
01 out 2014 às 19:07

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Após críticas da bancada evangélica da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), a prefeitura da capital retirou da linha do tempo de seu Facebook uma publicação sobre o casamento comunitário que acontecerá na Arena da Baixada, às 18 horas do dia 7 de dezembro, inclusive com a participação de casais homoafetivos. O motivo seria a utilização de uma ilustração com imagens tanto de gays como de héteros. O evento é promovido pelo Tribunal de Justiça (TJ), em parceria com a administração municipal e com o apoio do Sesc Paraná. O assunto foi tema de um debate na sessão desta quarta-feira (1º) da CMC.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da prefeitura não soube explicar por que o post foi apagado. Quanto à celebração em si, informou apenas que as regras são estabelecidas pelo TJ. O programa Justiça nos Bairros, do Tribunal, por sua vez, garantiu que todos os casais com ganho máximo mensal de até três salários mínimos poderão se inscrever, independentemente de orientação sexual. A desembargadora Joeci Machado Camargo, responsável pelo caso, contudo, estava em audiência hoje, motivo pelo qual não concedeu entrevista. A expectativa é de que 1,5 mil noivos participem.

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Nesta quinta-feira, no entanto, a prefeitura voltou a publicar o post e pediu desculpa por ter errado ao retirar a publicação.


Polêmica
De acordo com a página da CMC na internet, alguns vereadores reprovaram o conteúdo da publicidade, durante a sessão de hoje. O debate foi iniciado por Carla Pimentel (PSC), que acusou a administração municipal de ter usado um meio de comunicação institucional para "fazer apologia ao casamento gay". O posicionamento foi compartilhado pelos vereadores Ailton Araújo e Tiago Gevert, também do PSC, Chico do Uberaba (PMN), Noemia Rocha (PMDB), Jorge Bernardi (PDT) e Valdemir Soares (PRB). Os petistas Jonny Stica e Professora Josete, por outro lado, citaram decisões judiciais que viabilizam as uniões homoafetivas.


As discussões na Câmara motivaram o Grupo Dignidade, que atua na promoção dos direitos LGBTs (de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), a marcar uma reunião de emergência para discutir o assunto. O encontro acontece no dia 8 de outubro, às 18h30, na sede da entidade, localizada na Avenida Marechal Floriano, 366, conjunto 46, centro da capital. "Vamos discutir para ver todas as ações possíveis sobre censura ou discriminação?", convida o ativista Toni Reis.

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Conforme as regras divulgadas pelo TJ, para se inscrever os noivos devem comparecer ao CRAS mais próximo de sua região até o dia 25 de outubro, levando um documento com foto, certidão de nascimento e comprovante de endereço e renda. Realizada a triagem, serão orientados a apresentar os papeis, bem como uma declaração de baixa renda preenchida, no cartório de registro civil da sua cidade. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] e pelos telefones (41) 3200 2801, do TJ, e (41) 3350-3779, da Rua da Cidadania do Portão.


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