A Câmara Municipal de Curitiba vai adotar medidas de segurança para garantir que convidados e vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte coletivo não sejam alvo de episódios de agressão. As medidas serão tomadas a partir da próxima reunião da CPI, na quinta-feira (18), e foram decididas depois que um gestor de transportes da Urbanização de Curitiba (Urbs) ter levado uma tortada de uma integrante do Movimento Passe Livre.
O vereador e presidente da CPI, Jorge Bernardi (PDT), confirmou o reforço na fiscalização de quem entrar nas reuniões da comissão. Quem quiser acompanhar os debates passará por uma revista. "Nós vacilamos. Queremos transparência total, mas não nos preocupamos com isso. A falta de segurança é uma coisa que nos preocupa".
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O reforço na segurança será feito, segundo Bernardi, para garantir a integridade tanto de quem estiver na reunião para depor, quanto para que for assistir e também para os vereadores. "Se ela entrou com uma torta, outra pessoa poderia entrar com uma arma, por exemplo, e poderia ser uma tragédia", afirma o parlamentar.
Bernardi acredita que não só a CPI, como também as reuniões parlamentares da CMC, devem ter mais fiscalização para evitar agressões.
Sobre o episódio, ele diz que teve "mais relevância" do que a CPI, que segue normalmente com os trabalhos, em quatro linhas de investigação, uma delas que trata das licitações. "As pessoas buscam notoriedade. Essa notícia chegou até o Jornal Nacional e agora para aparecer mais eles podem querer fazer mais ainda", completa.