A Prefeitura de Curitiba está implantando a primeira ciclorrota sinalizada da cidade, que irá ligar o bairro Portão à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no bairro Prado Velho, e à avenida Comendador Franco (avenida das Torres). Os círculos azuis, que chamaram a atenção da população curitibana nos últimos dias, identificam a ciclorrota.
O trecho terá 6,2 quilômetros de vias compartilhadas por carros e bicicletas, com velocidade máxima permitida de 30 quilômetros por hora (Km/h). A sinalização viária nas ruas que compõem a ciclorrota e no seu entorno está sendo finalizada – o lançamento será feito no sábado (14).
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"Esta primeira ciclorrota de Curitiba representa mais um passo na consolidação do Plano Cicloviário da cidade. Queremos que a bicicleta seja, cada vez mais, uma opção segura de deslocamento para a população", diz o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Sérgio Pires. A atual gestão já implantou em Curitiba mais de 70 quilômetros de vias cicláveis, com destaque para o projeto da Via Calma da Av. Sete de Setembro (com 6,3 km de ciclofaixas preferenciais), a implantação das ciclovias da Avenida Comendador Franco e da Linha Verde Sul e Norte, e a requalificação da ciclovia da Av. Mal. Floriano Peixoto.
A ciclorrota Portão-PUC terá o seguinte trajeto, em mão dupla: início no cruzamento da avenida República Argentina com a Rua Morretes, seguindo pelas ruas Amazonas, Paranaguá, Pará, São Paulo, Otávio Francisco Dias, Madre Maria dos Anjos e Baltazar Carrasco dos Reis. Da Baltazar Carrasco dos Reis, a ciclorrota seguirá por dois caminhos: pela rua Imaculada Conceição, em uma ciclofaixa de 300 metros até a entrada da PUCPR; e até a ciclovia da avenida Comendador Franco.
Círculos
Todo o trecho da ciclorrota está identificado com 47 círculos de 2,5 metros de diâmetro, com fundo azul e uma bicicleta pintada no centro. Nos cruzamentos, também foram pintadas figuras de bicicletas. Em todas as transversais da ciclorrota há placas amarelas com sinalização indicativa de tráfego com bicicletas à frente.
O coordenador de mobilidade urbana da Secretaria Municipal de Trânsito, Gustavo Garrett, destaca que as ciclorrotas permitem que o ciclista consiga se locomover com maior segurança, pois são vias de velocidade mais baixa, de 30 km/h.
"A sinalização especial alerta os motoristas da criação destes espaços com prioridade ao ciclista. Essas rotas fornecem um sistema viário mais seguro aos ciclistas, gerando possibilidades de utilizar a bicicleta em vias com menor tráfego de veículos. As ciclorrotas são caminhos alternativos que saem do interior dos bairros e chegam aos eixos cicloviários principais", diz.
A ciclorrota Portão-PUC faz conexão com outras infraestruturas cicloviárias já existentes em Curitiba, formando uma rede de vias cicláveis com a rua Conselheiro Laurindo, rua João Negrão, rua Pedro de Toledo, avenida Comendador Franco, rua Engenheiros Rebouças, avenida Getúlio Vargas, rua Alexandre Gutierrez, avenida Sete de Setembro, rua Mariano Torres e avenida Dario Lopes dos Santos.
Outros trechos de ciclorrotas estão em fase de projeto no Ippuc e deverão ser implantados em breve na cidade.