A Secretaria de Administração do Paraná emitiu nota oficial no início da tarde desta terça-feira (17) acrescentando informações às investigações do Ministério Público (MP) referentes a um contrato emergencial firmado entre o Governo do Estado e a a oficina mecânica Providence Auto Center, de Cambé. A apuração, que aponta superfaturamento no contrato de R$ 1,5 milhão, culminou na prisão de quatro homens suspeitos de integrarem o suposto esquema de desvio de recursos públicos. Eles seguem detidos em unidades prisionais de Londrina. Na nota, a Secretaria Estadual de Administração garante que o contrato emergencial com a Providence será encerrado no decorrer dos próximos dias, "assim que a empresa vencedora da nova licitação para a manutenção da frota oficial conclua o levantamento de veículos e inicie suas operações". Acordos firmados com outras oficinas do estado também serão rompidos, conforme a autarquia.
A secretaria esclarece, ainda, que a Providence foi contratada em janeiro de 2015, em caráter emergencial por 180 dias, através da modalidade coleta de preços, "para atender a manutenção de veículos da frota do Estado na região de Londrina". A contratação foi feita apesar de a oficina ter sido barrada pelo Tribunal de Contas do Estado Paraná (TCE-PR).
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Conforme a nota, de janeiro até agora, a oficina fez a manutenção de 215 veículos oficiais e apresentou faturas no valor total de R$ 298.939,95. Os valores, no entanto, ainda não foram pagos pelo Estado. "Na média por veículo, esse valor é 11% menor do que o cobrado pela empresa que anteriormente atendia o Estado na região, a Montavel, cujo contrato expirou em dezembro de 2014", defende a secretaria.
A Secretaria de Administração também acrescentou, na nota, que está adotando um novo modelo de gestão da manutenção da frota, "que vai aumentar de 37 para mais de 300 o número de oficinas credenciadas". "O novo modelo dará mais rapidez aos consertos, reduzirá custos e ampliará o controle sobre os serviços prestados", concluiu o órgão estadual.