Paraná

Curitibano leva menos tempo para ir ao trabalho, aponta pesquisa

24 jun 2014 às 15:35

Como parte do apoio ao tema da mobilidade urbana por meio de sua ação social, o Projeto Sinal Livre, a Liberty Seguros encomendou uma pesquisa para verificar as opiniões de moradores de seis grandes centros urbanos no país - Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro - sobre a situação atual e as tendências da mobilidade urbana em suas cidades.

A pesquisa identificou que 47% dos entrevistados utiliza o carro como principal meio de transporte, número que contrasta com a perspectiva de um futuro ideal onde menos de 7% da população optaria pelo uso do carro no dia a dia. O tempo médio de deslocamento diário para o trabalho ou estudo dentro das cidades está em torno de 60 minutos, com destaque para Curitiba, a mais rápida entre as cidades da pesquisa com 52 minutos. No Rio de Janeiro, o tempo médio do percurso entre casa e trabalho foi superior a uma 1 hora e 10 minutos.


Outro destaque da pesquisa foram os entrevistados que migraram para um novo meio de transporte nos últimos cinco anos em Curitiba. 55% fizeram algum tipo de troca buscando maior conforto e rapidez, sendo que, deste total, 56% migrou do transporte público para o privado (carro ou moto) e 17% passou do carro ou moto para o transporte público.


Mais bem avaliada entre as capitais do estudo de mobilidade urbana, Curitiba contrariou a tendência de outras capitais em relação ao número de habitantes na cidade para o futuro. Para 41% dos entrevistados, o ideal seria que a capital paranaense tivesse mais pessoas no futuro. 31% afirmaram que gostariam de ver a cidade com menos habitantes e 28% declararam ser indiferentes.


Em relação ao meio de transporte ideal para o futuro, apenas 9% dos respondentes prefeririam carros e motos como meio de transporte, minoria esmagadora em relação aos 91% que idealiza uma cidade com transporte público, bicicletas ou com a locomoção feita a pé.


Além da vontade de viver em cidades mais compactas, outros fatores tiveram destaque entre os entrevistados em Curitiba. 76% dos entrevistados da capital paranaense gostariam de ter calçadas mais largas para os pedestres e, para 82%, os moradores da cidade do futuro deveriam passar mais tempo em parques e outros locais abertos, quesito no qual Curitiba já lidera atualmente com 58% dos respondentes afirmando que preferem passar os momentos de lazer em áreas ao ar livre.


O desejo pela flexibilização do horário de trabalho também registrou altos índices em Curitiba, com 89% dos entrevistados afirmando que gostariam de trabalhar alguns dias da semana em casa ou ter a possibilidade de realizar um horário flexível. Atualmente, somente 34% afirma conseguir algum tipo de flexibilidade no trabalho.

Quando questionados sobre qual o caminho para se construir essa cidade do futuro, 69% dos entrevistados de Curitiba declararam que a mudança viria de pequenas atitudes individuais ou coletivas realizadas pelas pessoas e que a melhor forma de conscientizar a população seria através da educação (56%), principalmente de jovens e crianças que influenciariam suas famílias nessa mudança de comportamento.


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