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Denunciados pelo Gaeco

Delegado e assistente são afastados após retardarem socorro a presos no Paraná

Redação Bonde com MP/PR
18 mar 2016 às 21:01
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A Vara Criminal de Matinhos (Litoral do estado), determinou na quinta-feira (17), o afastamento de um delegado e de um assistente administrativo da Delegacia de Matinhos de suas funções públicas.

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Eles foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba por tortura, após terem retardado intencionalmente o socorro a presos que estavam feridos na delegacia.

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O caso, ocorrido no final de agosto de 2015, teve grande repercussão na cidade. Quatro detentos atearam fogo em colchões na delegacia de Matinhos, em uma tentativa de transferência para outro local.


O fogo tomou conta da cela, e o delegado teria retardado intencionalmente o socorro, recusando-se em abrir a cela em chamas onde os detentos estavam, como forma de castiga-los por terem ateado fogo no local. Além disso, ressalta o Gaeco, o delegado teria agido com violência física contra os presos, mesmo após as lesões. Os detentos chegaram a ser internados com ferimentos graves.

A denúncia oferecida pelo Gaeco contra o delegado e o assistente foi recebida nesta quinta-feira pela Justiça, que determinou o afastamento dos dois de suas funções públicas. A determinação foi cumprida nesta sexta-feira.


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