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Estudo da Faep

Fim da escala 6x1 deve gerar custo de R$ 4,1 bilhões ao agro do Paraná

Lucas Castanho - Especial para a Folha
27 fev 2026 às 16:01

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Reprodução/Canva
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Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico do Sistema Faep mostra que a redução da jornada de trabalho 6 por 1, com a diminuição da carga horária de 44 para 36 horas semanais, vai gerar um custo adicional de R$ 4,1 bilhões por ano na agropecuária do Paraná.


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O levantamento considera uma base de 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual estimada em R$ 24,8 bilhões, valor que inclui salários e encargos obrigatórios como FGTS, INSS patronal, provisão de férias e 13º salário.


Com a redução da jornada, o estudo aponta que será necessária a reposição de 16,6% do quadro de trabalhadores rurais para cobrir o chamado “vácuo operacional”, seja por meio de novas contratações ou do pagamento de horas adicionais.


O estudo aponta a necessidade de 107 mil novas contratações no Paraná para manter o atual nível de produção, caso a nova jornada de trabalho seja aprovada.


“O acréscimo de R$ 4,1 bilhões representa uma pressão direta sobre a rentabilidade do produtor rural, que já convive com custos e juros altos, falta de mão de obra e endividamento por conta das intempéries climáticas. Um aumento dessa magnitude na folha de pagamento traz insegurança e dificulta o planejamento das atividades no meio rural”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.


O dirigente considera que a redução da jornada deve gerar consequências desastrosas para a sociedade, como aumento dos preços de produtos e serviços, inflação e até mesmo elevação da informalidade e da precarização das relações de trabalho.


CADEIAS


O estudo mostrou que o impacto no setor agropecuário varia conforme a cadeia produtiva.


Na avicultura e na suinocultura, o custo adicional estimado é de R$ 1,72 bilhão por ano, principalmente devido ao manejo biológico contínuo dos animais e às escalas ininterruptas nas plantas frigoríficas, que operam 24 horas por dia.


Na cadeia de grãos, que engloba soja, milho e trigo, o impacto vai atingir R$ 900 milhões anuais, com gargalos concentrados no recebimento da safra e na logística de transporte durante os períodos de pico, quando armazéns e estruturas operam praticamente sem interrupção para evitar perdas.


No setor de laticínios, o aumento do custo é estimado em R$ 570 milhões por ano, pois o leite, um produto altamente perecível, exige coleta diária e processamento imediato nas indústrias.


Já nas cadeias de cana, café, fumo e hortifrúti, o impacto estimado chega a R$ 910 milhões anuais, devido à forte dependência de mão de obra em janelas curtas de colheita, o que demandaria ampliação significativa das equipes para manter o ritmo produtivo.


“O Brasil enfrenta infraestrutura logística deficitária, elevada carga tributária, complexidade regulatória e baixa qualificação média da força de trabalho. Isso significa que não temos condições de competir com outras economias globais. Reduzir a jornada sem resolver esses problemas crônicos significa tirar mais competitividade no cenário mundial”, conclui Meneguette.

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Leia a reportagem completa na Folha de Londrina:

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Redução da jornada deve gerar custo de R$ 4,1 bi ao agro
A redução da jornada de trabalho traz um custo de R$ 4,1 bi para a agropecuária do Paraná. Isso impacta na produção e nos preços. Saiba mais.

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