Paraná

Gata sobrevive após ser arremessada do 12° andar de prédio em Curitiba

06 fev 2026 às 12:57

Uma gatinha sobreviveu “milagrosamente” após ser arremessada pelo 12° andar de um prédio em Curitiba nesta quinta-feira (5). O animal foi lançado pela tutora que, supostamente, “não gostava de gatos”, sgeundo familiares. Ela foi presa em flagrante, mas liberada na sequência.


Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná, Guilherme Dias, os vizinhos da suspeita acionaram a polícia após verem o animal sendo arremessado pela janela do apartamento. Momentos antes, eles teriam ouvido diversos gritos do animal, sendo que, ainda de acordo com o delegado, a autora estaria torturando a gata. 


O animal foi arremessado do 12° andar de um prédio no centro de Curitiba em direção à parede de outro bloco, o que pode ter amortecido a queda antes de atingir o chão. ela foi resgatada por voluntários da Ong Força Animal em situação crítica. Após exames, foi identificado traumatismo cranioencefálico, contusão pulmonar e hemorragia na região da bexiga.


O delegado explica que os vizinhos foram até a casa da autora para compreender o que tinha acontecido no local, mas ela já estaria pronta para sair do imóvel. Segundo ele, é muito provável que ela estaria tentando fugir. A mulher, que é de origem chinesa e não fala português, foi detida em flagrante pelo crime de maus-tratos. Entretanto, foi liberada na sequência sem a necessidade do pagamento de fiança. 


Ela não foi ouvida pela polícia por não haver intérpretes na delegacia no momento da prisão. "Mas, no futuro, ela vai poder explicar para a Justiça, de acordo com a sua língua materna, o porquê ela teria praticado esse ato", complementa o delegado. 


“Em contato com familiares, eles disseram que ela não gostava de gatos”, aponta, citando que o animal vivia com a mulher e outras pessoas na casa. De acordo com o delegado, testemunhas relataram que a autora já tinha um histórico de violência contra animais. 


“Existe uma parcela, mais atrasada, cruel e covarde, que acredita que animais são objetos, mercadorias e seres inferiores que podem ser submetidos a esse absurdo. Cabe a nós, a sociedade, primeiro educar as pessoas sobre a importância de ter empatia e respeito aos animais e, também, reprimir casos cruéis e covardes como esse”, afirma o delegado. 


A médica veterinária e presidente do Ong Força Animal, Danielly Savi, explica que a gatinha, que recebeu o nome de Pluma, chegou em estado de choque pela dor e pela situação de estresse e com uma perda grande de sangue. “Ela já estava há quase uma semana sem alimentação, então é uma gatinha extremamente magra, esquelética”, detalha. 



Após o atendimento emergencial, ela passou por exames que indicaram um traumatismo cranioencefálico, uma contusão pulmonar por conta do impacto da batida contra o chão e uma hemorragia grave na bexiga. Apesar da gravidade, a veterinária explica que a bexiga não se rompeu, o que é positivo e não exige uma intervenção cirúrgica. 


Nesse momento, Savi aponta que a gata já apresentou uma melhora e está um pouco mais alerta, mas ainda recebendo medicamentos fortes para controlar a dor. “A evolução dela está sendo lenta, ela é uma paciente grave, mas com evolução positiva. A gente acredita que ela vai, sim, vencer, porém, por conta dos traumas severos, ela tem 72 horas de risco alto de vir a óbito”, detalha a veterinária, muito emocionada. A gata tem apenas dois anos de vida. 


Danielly Savi explica que a Ong Força Animal existe há mais de 15 anos e atende exclusivamente casos graves e de emergência, principalmente em parceria com a polícia nos casos envolvendo maus-tratos, rompendo as barreiras do estado do Paraná, já que o grupo esteve presente em situação de desastres ambientais, como o caso de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, e no Rio Grande do Sul durante as enchentes. 


Hoje, a Ong Força Animal cuida de mais de 300 animais, desde galos retirados de rinhas até vacas, cavalos e ovelhas vindos das mais diversas situações de maus-tratos. Para oferecer tratamento e cuidado aos animais, o grupo conta com as doações feitas pela população para manter o serviço em andamento. Para quem quiser contribuir, os valores podem ser enviados para o Pix: 29.682.985/0001-64 (CNPJ). O trabalho feito pelo grupo pode ser conferido pelas redes sociais, no @associacaogfa. Todos os animais estão disponíveis para adoção. 


Marrom passa por cirurgia

A respeito do caso noticiado pela Folha nesta quinta-feira (5) sobre o atropelamento do cão comunitário Marrom, que era cuidado pelos moradores da Rua Cisne Negro, em Arapongas, ele já passou pela cirurgia e seguem em recuperação. 



Segundo o veterinário Anderson Rodrigues da Silva, por conta da fratura no osso da tíbia e da fíbula, foi inserida uma placa com sete parafusos para estabilizar a pata direita traseira. O animal está estável e se recuperando bem, sendo que já começou a se alimentar, mas a alta deve vir na segunda-feira (9) por conta das medicações para dor. Junto à cirurgia, Marrom também foi castrado. “É um cachorro extremamente dócil”, afirma o especialista. 


Após a alta, Marrom vai ficar aos cuidados da Opaa (Organização de Proteção Animal de Arapongas) e deve ir para adoção. 


A investigadora da Polícia Civil de Arapongas, Bianca Mendonça Dal-Cól, aponta que o autor do atropelamento e o veículo já foram identificados, sendo que o trabalho agora está concentrado em localizar o suspeito. Segundo ela, foi instaurado inquérito policial e ele deve ser ouvido. A polícia também segue em busca de testemunhas do caso. 


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