A Polícia Federal está investigando uma quadrilha que já teria desviado R$ 200 mil em taxas portuárias de empresas de exportações que atuam através do Porto de Paranaguá, Litoral do Estado. Os policiais já prenderam três integrantes da quadrilha, que agiam com apoio de um gerente do Banco do Brasil. Há uma suspeita que o golpe que fraudava guias da Marinha Mercante possa ser ainda maior, chegando a um desvio total de R$ 1 milhão por mês.
Os policiais prenderam o gerente de expediente da agência do Banco do Brasil em Paranaguá, Moacir José Liston, e dois office-boys. Além disso, a Polícia Federal está atrás do ex-pintor Sidney da Silveira, que seria o mentor do crime. Liston foi afastado do cargo pela superintendência do Banco do Brasil em Curitiba.
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Para fraudar a Marinha Mercante, os golpistas tinham ajuda de office-boys de empresas de exportação. Com a promessa de comprar casas, carros ou dar dinheiro, eles conseguiam que esses funcionários fornecessem as guias para serem adulteradas. O documento era autenticado em máquinas similares as usadas nos bancos. O dinheiro, que seria usado para pagar o tributo, acabava sendo depositado em contas fantasmas, abertas com ajuda de Liston.
Agora, a Polícia Federal quer saber a dimensão exata da fraude. Por enquanto, algumas pistas foram encontradas. Na casa de Sidney da Silveira foram apreendidos três cheques, que totalizam R$ 200 mil. Também retiveram-se máquinas que serviam para autenticar as guias, ligadas a um computador.
O patrimônio dos envolvidos, que não é compatível com o padrão salarial, também ajudou a Polícia Federal a descobrir o golpe. Os suspeitos ostentavam casas, carros e um padrão de vida incompatível com a função que exerciam.