A estrutura operacional utilizada pelas forças de segurança pública no Paraná, durante o a Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, em Curitiba, passará oficialmente para o Estado nesta quarta-feira (13/08).
Durante a manhã será assinado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Justiça e o Governo do Paraná, por intermédio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, para estabelecer a utilização do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) a partir de agora, com ações integradas permanentes de segurança pública, prioritariamente em áreas de fronteiras e divisas.
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O espaço é dedicado às ações de videomonitoramento e radiocomunicação. A intenção da Secretaria da Segurança Pública é que o espaço abrigue, além do monitoramento de ações na fronteira, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), para atendimento ao cidadão por meio dos números de emergência (telefones 181, 190, 191, 193 e 197) e despacho operacional de viaturas.
Na prática, o termo formaliza a participação do governo federal no planejamento estratégico que já vem sendo desenvolvido pelas forças de segurança do Estado do Paraná, integrando os três entes federativos (União, Estado e Municípios). Pelo documento, também fica definido ser responsabilidade do governo federal arcar com as despesas de custeio dos links de dados para funcionamento do CICC e respectivas ferramentas, bem como as demais interconexões entre as instituições de segurança pública subordinadas ao Estado e o Centro até dezembro de 2015.
Para operacionalização do CICC, o Estado do Paraná investiu aproximadamente R$ 40 milhões na mobilização de recursos humanos, materiais e custeio das ações de segurança pública durante o período operacional da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, as quais estender-se-ão para as ações na região fronteiriça.
Além disso, o Paraná está investindo em um projeto de radiocomunicação para a região de fronteira e com o CICC, com o valor total aproximado de R$ 100 milhões.
AÇÕES PRÉ-MEMORANDO DE ENTENDIMENTO - Desde 2011, o Paraná conta com um plano específico de segurança pública para a região de fronteira, devido às particularidades e proximidade com países grandes produtores de entorpecentes.
Com sede em Marechal Cândido Rondon, o Batalhão de Polícia da Fronteira (BPFron) foi criado em julho de 2012 e tem ações focadas no combate a crimes de fronteira, como contrabando, tráfico de drogas e de pessoas. Os policiais recebem treinamento específico para atuar de forma ordenada nos 139 municípios de faixa de fronteira. O efetivo está sendo ampliado de forma gradual.
Também foi fortalecido o Comando Regional da PM em Cascavel e criado o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), unindo forças de segurança estaduais, municipais e federais – além de representantes de autoridades da segurança pública do Paraguai e da Argentina - em ações e operações conjuntas no combate à criminalidade. Com os novos policiais contratados, foi possível instalar, além da Companhia de Guaíra, a Companhia da PM em Santo Antonio do Sudoeste, também pertencente ao BPFron.
Mais de 23,5 toneladas de maconha, 239 quilos de crack, 91,5 quilos de cocaína e mais de 3.800 comprimidos de ecstasy foram apreendidos pelas polícias do Paraná nos 139 municípios que integram a faixa de fronteira do Paraná, nos cinco primeiros meses deste ano.
São apreensões que contribuíram para que os registros de crimes enquadrados como tráfico de drogas na região apresentassem acréscimo de 11%, o que demonstra a intensificação das ações policiais no combate ao narcotráfico. Operações conjuntas, como a Fronteira Blindada e a Ágata, também foram desencadeadas.
Além disso, de janeiro a maio deste ano, o índice de roubos reduziu 6% nos municípios que integram a faixa de fronteira do Paraná. A comparação é com o mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 2.350 ocorrências desta modalidade de crime. No mesmo período, o cumprimento de mandados de prisão – outro reflexo do trabalho das polícias – aumentou 39% (de 961 para 1.336). Foram apreendidas 792 armas.