O governo federal reconheceu a situação de emergência em Apucarana (Centro-Norte), após o temporal de granizo e ventos de até 125 km/h que atingiu o município em 21 de setembro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelo prefeito Rodolfo Mota, durante um balanço das ações realizadas nas últimas quatro semanas.
A medida permite que a prefeitura solicite recursos federais para recuperar estruturas públicas danificadas, como escolas e CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). O reconhecimento também abre caminho para que trabalhadores que atendam aos critérios exigidos solicitem o saque calamidade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
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Segundo o prefeito, a publicação oficial da medida no Diário Oficial da União era esperada para terça (20) ou quarta-feira (21). Somente após essa etapa os moradores poderão consultar as orientações para solicitar o benefício pelo aplicativo do FGTS. Os Cras (Centros de Referência de Assistência Social) estarão disponíveis para auxiliar quem tiver dúvidas ou dificuldades de acesso.
A situação de emergência já havia sido reconhecida pelo Governo do Paraná cinco dias após o temporal. Um levantamento da Defesa Civil apontou que aproximadamente 5 mil residências foram afetadas e mais de 600 árvores caíram.
Apucarana distribui telhas e atende famílias atingidas
Nos primeiros 28 dias após o temporal, a Prefeitura de Apucarana e a Defesa Civil distribuíram mais de 25 mil telhas, transportadas em oito carretas. Até segunda-feira, mais de 3 mil famílias, cerca de 10 mil pessoas, haviam recebido algum tipo de atendimento dos serviços municipais.
Moradores que ainda enfrentam dificuldades devem procurar o Cras de referência. Conforme a necessidade de cada família, o atendimento pode incluir encaminhamento para benefícios sociais, cestas básicas, kits de higiene e limpeza, colchões e outros itens de apoio.
O prefeito afirmou que a assistência continuará mesmo após a conclusão das primeiras ações emergenciais. Segundo ele, a recuperação envolve tanto a reconstrução material quanto o apoio às famílias que perderam bens e tiveram a rotina afetada.
Limpeza deve levar mais 60 dias
A retirada de galhos, árvores, telhas e entulhos também continua no município. Desde o dia do temporal, a Secretaria de Serviços Públicos recebeu quase 3 mil solicitações oficiais para remoção de materiais.
Até o fechamento do balanço, cerca de 20% dos pedidos formalizados haviam sido atendidos. O percentual não inclui outros serviços realizados em espaços públicos, escolas, CMEIs e igrejas.
A estimativa da prefeitura é de que sejam necessários pelo menos mais 60 dias para concluir a retirada dos materiais relacionados ao temporal. O prazo, segundo a administração municipal, poderá mudar conforme as condições climáticas.