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Greve de cobradores deixa Curitiba e região sem ônibus

Mariana Franco Ramos - Equipe Folha
27 jun 2014 às 08:11

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Curitiba e Região Metropolitana amanheceram sem ônibus nesta sexta-feira (27), segundo dia de greve por tempo indeterminado dos cobradores. Ao contrário do dia anterior, quando as empresas e a Urbs (Urbanização de Curitiba S/A, que gerencia o serviço) optaram por arcar com os custos do transporte e liberaram as catracas, desta vez os veículos não foram autorizados a sair das garagens sem as equipes completas.

Na quinta-feira (26), a Urbs entrou na Justiça com a intenção de considerar a paralisação ilegal. No entanto, a desembargadora Ana Carolina Zaina, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entendeu que não houve abuso, uma vez que o serviço essencial foi mantido. Uma nova audiência de conciliação no órgão está marcada para as 13h30 de hoje.

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A prefeitura confirmou que os coletivos não estão circulando e disse que, às 6h, abriu o cadastramento de veículos particulares, numa tentativa de minimizar os transtornos. A adesão ao serviço acontece na área de vistoria do transporte coletivo, no bloco ferroviário da rodoferroviária. Os carros são vistoriados por mecânicos e, quando liberados, podem fazer o transporte alternativo cobrando, no máximo, R$ 6,00 por pessoa.


Os trabalhadores, representados pelo Sindimoc (SIndicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região), reclamam que o dissídio coletivo acordado em março não foi totalmente cumprido e reivindicam melhores condições de trabalho, incluindo aumento de R$ 68,50 no valor do vale-refeição, hoje fixado em R$ 331, mais segurança nas estações-tubo e cumprimento da lei da dupla-função.


Em nota, a Urbs lamentou a decisão do Sindimoc de continuar com a greve. "O alto custo da operação impede a manutenção do serviço com catraca livre pelo segundo dia consecutivo. A expectativa era de que as negociações chegassem a bom termo ainda nesta quinta-feira, de forma a não causar prejuízos à população, o que infelizmente não aconteceu", diz trecho do documento. A entidade também disse que aguarda notificação da Justiça a respeito da definição de uma frota mínima e reafirma que continua aberta às negociações.


O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), também por meio de nota, disse lamentar a "insensibilidade" do Sindimoc de seguir com a paralisação. "Os ônibus tentam sair das garagens com equipe completa, com motorista e cobrador, mas são impedidos pelo Sindimoc já na porta das garagens ou poucas quadras depois". Na quinta-feira, conforme o Setransp, a greve custou a Curitiba R$ 2,484 milhões.

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"O Setransp lembra que houve convenção coletiva há poucos meses e uma nova pauta de reivindicações – com alguns itens já acordados na convenção – foi trazida à tona. Toda vez que se faz uma concessão, uma nova demanda aparece e usa-se a greve como artifício de pressão". O órgão também se disse aberto ao diálogo e a favor da conciliação, "uma vez que entende que a cidade não pode ficar refém de uma categoria". (Atualizado às 9h36)


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